(23/04/11) DICAS PARA TAREFA 1 DE GEOMETRIA 3

ola colegas, seguem algumas dicas para tarefa de geometria 3:
1) A idéia é pensar na teoria de conjuntos...temos que encontrar um modelo para a seguinte situação: dois axiomas são satisfeitos e um não é. Por exemplo, vou dar um modelo onde o axioma 3 nao é satisfeito. Sejam dois conjuntos A = {a,b} conjunto de pontos, B = {{a,b}}conjunto de retas. Podemos perceber que o axioma um é satisfeito (temos dois pontos e uma unica reta passando por eles). O axioma 2 também é satisfeito (há pelo menos dois pontos distintos na reta). Mas o axioma 3 não é (não há um ponto em A que não esteja na reta em B). Logo o axioma 3 é independente dos outros. Agora é só bolar modelos parecidos para provar a independência dos outros dois.
2) Seja A a união das retas que passam por P e B o plano. Temos que mostrar que A = B. Lembre-se, nossa geometria é plana, não tem sentido o R3. Então a uniao das retas está contida no plano. Pegue um ponto do plano, se esse ponto é igual a P, então o plano esta contido na uniao, se o ponto é distinto de P, use o Axioma 1 e determine uma reta ligando P a esse ponto, logo o plano estará contido na uniao. E como a uniao está contida no plano, A = B.
3)i) Leia a definição de semiplano...verás que não é possível que o mesmo não seja convexo, ou seja, ele o é por sua definição...então suponha que existe um semiplano não convexo...a contradiçao virá imediatamente.
ii) Determine um segmento contido num semiplano. Se este segmento está contido na intersecção dos dois semiplanos, então ele está contido no outro semiplano. Logo, por estar CONTIDO na intersecção, a mesma é convexa.
iii) na ii) foi feito com 2 semiplanos, agora faça com n semiplanos...determine um segmento que está em cada um dos semiplanos...logo ele estará CONTIDO na intersecção deles. (é uma generalização de ii).
iv) quando se une semiplanos, o ponto A do segmento AB (por exemplo) pode estar em apenas um deles...logo nem sempre se tem na uniao um conjunto convexo.
4) quantos pontos determinam uma reta? 2! entao se vc tem um conjunto de pontos com 3 elementos, quantos subconjuntos de 2 elementos sao possiveis? 3!...e com 4 elementos? quantos subconjuntos de dois elementos?
5) há várias formas de gerar a definição...mas seria interessante olhar a videoaula do professor Cleverson e tirar suas conclusões...lá ele explica o que é estar à esquerda de, e inicia um modelo de definição.
6)i) podemos provar através de duas afirmaçoes:
1) Se D é um ponto interno de T, então D é ponto interno de dois angulos de T.
Use a definição de Ponto interno de um triângulo, logo D é ponto interno não só de dois, mas de três angulos.
2) Se D é ponto interno de dois angulos de T, então D é um ponto interno de T
Use a definição de ponto interno de um ângulo. Por hipótese, D é ponto interno de dois angulos. Com a definição verás que por ser ponto interno de dois, ele será ponto interno do outro, logo será ponto interno de T.
ii) Seja D qualquer ponto da intersecção dos 3 semiplanos...cada semiplano é determinado por uma reta e um ponto contido...Como D está na intersecção, entao D estará no mesmo lado dos pontos que estão contidos em cada semiplano. Logo T será a intersecçao dos semiplanos, porque D é qualquer ponto da intersecçao.
iii) Suponha que a união desses semiplanos não é o exterior de T. Então vai existir um ponto D tal que D nao está contido na uniao e que é ponto externo...logo chegarás numa contradição.
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Tano Matemático

(09/04/11) RESPOSTAS DOS CAPITULOS (1,2,3) PSICOLOGIA.

Isso já dá um bom resumo dos primeiros capítulos:

PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

Capítulos 1, 2, 3

Capítulo 1

1. Explicar o que diferencia o conhecimento científico de outras formas de conhecimento, como a religião, a filosofia, etc.?

R: Provas experimentais são requisitos indissociáveis no campo cientifico, pois a essência das novas descobertas está justamente no poder de constatá-las de maneira empírica, tornando-as fatos resolutos até que se mostre o contrário. Já os conhecimentos nas áreas “teóricas” e até mesmo nas culturas antigas se baseiam nas crenças de ancestrais, mitos e medos incorporados ao humano durante sua existência. Explicações subjetivas da vida são comuns através das idéias presentes nas religiões, filosofias e observações do cotidiano, mas é na ciência prática que se obtém os resultados mais próximos da realidade. Entretanto a importância das variadas concepções é inegável e abre caminho para que a psicologia busque entender o homem como ser que acredita, experimenta, prova e está longe de compreender tudo que o cerca e o que detém em si mesmo.

2. O que significa uma Psicologia científica: em que aspectos ela se diferencia da Psicologia pré-científica?

R: No momento em que o homem sentiu a necessidade de entender os aspectos referentes à sua própria existência, tais como o objetivo da vida, os processos embutidos na natureza, o fim com o advento da morte, deflagrou-se no cenário existencial a psicologia pré-científica. Baseada em filosofias aprimoradas principalmente pelos gregos, esta forma de buscar as respostas para as perguntas mais intrigantes se comportou como motivadora de novas descobertas em prol do desenvolvimento intelectual. Porém, é na psicologia científica que se alcança, através do teste de suas próprias hipóteses, as informações aproximadas do que se realmente quer saber. Portanto, os aspectos diferenciais entre a psicologia pré-científica e científica são encontrados na abordagem que as mesmas utilizam ou utilizaram e no respeito aos novos conhecimentos. Enquanto a primeira se ocupava com origens e destinos, a outra, especula as mudanças fisiológicas e variações emocionais que ocorrem no ser humano mediante técnicas aceitáveis no âmbito da ciência. A psicologia moderna faz parte da evolução e ajuda nos avanços do crescimento social e individual.

3. Explicar por que alguns autores preferem usar o termo Psicologias em vez de Psicologia ao se referir a esta área do conhecimento que estamos estudando?

R: Restringir a psicologia a uma ciência exclusivista, detentora das repostas em relação às fontes e consequências dos atos cometidos pelo humano é formatá-la como esclarecedora dos dilemas do convívio social. E isso não é verdade. Por isso mesmo, o termo “psicologias’ é coerente com os múltiplos pensamentos e intenções externadas na sociedade. Coloca o entendimento da alma como algo construído através dos tempos e dando a devida importância aos diversificados modos de enfrentar a vida. No entanto é imprescindível enfatizar que a psicologia cientifica tenta através de seus métodos associar os descobrimentos atuais ao que já se entende, demonstrando por si só, que as psicologias continuarão a evoluir, ajustando-se aos ambientes. A complexidade da consciência no homem é tão vasta que ultrapassa os limites do conhecimento místico ou cientifico.

4. Apontar a importância de Wundt para a Psicologia.

R: O olhar cientifico diante das manifestações psíquicas ao seu redor levaram Wilhelm Wundt (1832–1920) a estabelecer um marco histórico na maneira de se fazer psicologia. Com laboratório e experimentações inéditas levou o estudo da mente ao status de ciência melhor reconhecida. Distinguindo suas novas abordagens da filosofia e metafísica caracterizou mediante observações e foco nos dados imediatos da consciência, a psicologia como ferramenta indispensável no estudo dos elementos que compõem a razão e devaneios na alma humana. Seus trabalhos visando a compreensão dos processos mentais foram tão importantes que influenciariam a muitos e contribuíram indiscutivelmente no desenvolvimento da psicologia como a conhecemos hoje.

5. Entre as principais escolas psicológicas pode-se apontar: Estruturalismo, Funcionalismo, Behaviorismo, Gestalt e Psicanálise – caracterize cada uma delas apresentando seu(s) objeto(s), método(s) e principais contribuições.

R: A experimentação e métodos analíticos contribuíram para desassociar a psicologia das idéias e ocupações filosóficas em relação ao mundo natural e suas intrigantes questões. O Estruturalismo, atento à consciência e seus atributos buscava centralizar os estudos das emoções, sem se perder na amplitude do universo inatingível. Apesar de tardio (1880-1920), comparado as concepções metafísicas já iniciadas, essa escola estabeleceu a pedra fundamental para a construção de uma psicologia mais focada no humano e sua mente.

Já o Funcionalismo, influenciado principalmente pelas teorias de Charles Darwin, utilizou a comparação e observações com maior intensidade, tentando determinar o porquê das atitudes humanas. Avaliando comportamentos e adaptação buscou relacionar os hábitos e seus reais objetivos. Seu desenvolvimento se teve pela cooperação de muitas descobertas em outras áreas da ciência e assim contribuiu paro o entendimento de várias situações envolvendo indivíduos.

Também incentivado pelo darwinismo o Behaviorismo se inclinou ao modo de agir humano, pretendendo através de comparações, observações e experimentações geradoras de fenômenos relativos ao homem, contribuir nos processos de aprendizagem. John Broadus Watson (1878-1958) publicando em 1913 o Manifesto Behaviorista defendeu o comportamento como objeto a ser analisado e não a consciência.

Por outro lado a Gestalt se utilizou de todos os meios disponíveis para resolver os problemas propostos tendo como objeto a percepção globalizadora. A Física influenciou bastante na estrutura dessa escola psicológica que dava importância extrema às experiências anteriores em prol do aprendizado. O agrupamento humano também foi destaque em seus estudos, originando as dinâmicas de grupo.

E de grande destaque por seu impacto na sociedade como um todo temos a Psicanálise, na pessoa de Sigmund Freud. O estudo dos sonhos, fenômenos da consciência/inconsciência, doenças mentais e métodos anti-convencionais para a época contribuíram para a amenização de transtornos e ansiedades no individuo. Diferentes áreas da psicologia foram beneficiadas por suas descobertas e conceitos criados. É a escola mais lembrada por seus efeitos nos dias de hoje.

6. O texto dá algumas sugestões sobre as razões porque as escolas psicológicas desapareceram como sistemas fechados. Indique as possíveis causas.

R: O absolutismo é prejudicial em todas as áreas do conhecimento humano. Por estarmos em constante evolução não se pode pretender esgotar as veracidades existentes baseados em caprichos intelectuais ou quantidades um pouco mais elevadas de informações. As escolas psicológicas, detentoras de conhecimentos importantes se contrariavam, logo não se sustentariam como exclusivas diante de tantas descobertas fora de seus próprios muros. A psicologia como ciência que busca encontrar as motivações da alma e suas manifestações não pode prosseguir com tantos contra-sensos. O diálogo aberto e debate visando o melhoramento do bem estar mental do ser humano devem estar acima dos métodos criados pelo orgulho ou sentimento de poder. A psicologia evoluirá ainda mais a cada dia que passa, pois o homem não para de pensar.

REFERÊNCIAS

BOCK, Ana M. B.:FURTADO, O.;TEIXEIRA, M.L. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. São Paulo: Saraiva, 2000.

SILVEIRA, Nicia L.D. da.; Psicologia Educacional: desenvolvimento e aprendizagem. Florianópolis. UFSC. 2011.

Tarefa Obrigatória – Capítulo 2

1. O que pode ser entendido por educação: quais são suas funções? Quando e onde ela se dá?

R: Ao nascer o ser humano é introduzido naturalmente em um sistema estabelecido pelas gerações passadas, tendo como meio de adaptação os ensinamentos propostos ao longo do tempo pela sociedade vigente. A educação é o mecanismo que ajusta o individuo diante das descobertas mais recente e leis operantes na atualidade. Funciona como preparatória para os desafios do cotidiano, elevando os níveis de intelectualidade e argumentação perante as mais diversas idéias. Estando em toda parte, desde os primeiros cuidados da família até as mais avançadas faculdades, a educação é ferramenta indispensável no desenvolvimento das relações pessoais e consequentemente se mantém presente em todos os estágios da existência do homem.

2. Faça uma breve síntese da história da contribuição da Psicologia na Educação: a) em relação ao ocidente; b) em relação ao Brasil.

R: Com os avanços através da luta pela universalização da escola e o estabelecimento da psicologia no cenário social houve a necessidade de se prestar aos conhecimentos do estudo da alma nas pensadas melhorias na educação. Mas foi apenas em 1920 que se definiu de forma mais específica os objetivos a serem alcançados, utilizando-se da Psicologia Diferencial, da Aprendizagem e do Desenvolvimento nas formas de ensino, assimilando as mudanças profundas que ocorriam em todo o ocidente.

A demanda por trabalhadores incentivou o desenvolvimento das escolas e juntamente com isso a psicologia proporcionou contribuições valorosas no condicionamento das novas estruturas de emprego na Europa e Estados Unidos.

Já no Brasil, com Lourenço Filho (1897-1970), a Psicologia é introduzida nas questões educacionais e também influi grandemente nos aspectos de formação docente. A participação no currículo pedagógico ministrado ao candidato a professor fortaleceu o embasamento dos cursos e consolidou a importância da psicologia na nação brasileira.

3. Descreva algumas das esferas em que se podem identificar contribuições da Psicologia Educacional para formação do professor? Por que ela é considerada como uma disciplina-ponte?

R: A compreensão no que ocorre durante o processo de ensino, na transmissão do conhecimento e como a educação é recepcionada no indivíduo são fatores explicados pela psicologia, levando o professor à abertura de suas próprias convicções e deixando-se aprender também pelas experiências dos alunos. As diferentes reações na sala de aula promovem o cultivo de novos interesses, não restringindo o intelecto a sistemas fechados de aprendizagem. A Psicologia Educacional aumenta o poder de absorção, tratando de maneira mais humana os requisitos de ajustamento para uma sociedade tão diversificada em suas personalidades. É disciplina-ponte, pois interage com outras, agrega substancialmente opções e interliga os conhecimentos, formatando-os no sentido de uniformizá-los em beneficio de quem recebe as inéditas informações. Sendo assim, constrói teorias com bases cientificas na integração da pedagogia com os moldes de ensino/aprendizagem.

4. Qual a importância do vínculo e da relação professor-aluno para o ensino-aprendizagem?

R: A comunicação desobstruída entre professor e aluno é o ponto inicial para que uma educação de qualidade ocorra. Métodos mecânicos elaborados antes mesmo de se conhecer as identidades a serem ensinadas só distanciam o educador e abarrotam o educando de trabalhos muitas vezes inúteis. Procurar entender os aspectos culturais, sociais e intelectuais de cada um revelará novas formas de transmitir o que se pretende, abarcando não só as disciplinas correspondentes, mas um conhecimento legitimado das realidades presentes no ambiente escolar. Estar atento aos comportamentos e não somente julgá-los como ofensa à ordem ou adequação às leis, percebendo as múltiplas emoções externadas pelos alunos, fornecerá material valioso para novas atitudes e formas de ensinar. A escola é lugar de ensino/aprendizagem que só tem consistência quando as relações interpessoais são regadas pelo interesse mutuo.

5. Sobre o papel de professor como ele pode ser ensaiado? E qual a importância do professor como um coordenador de grupo?

R: A aceitação do papel a ser desenvolvido inicia com a própria idéia de atuar, mesmo desconhecendo os pormenores que existem em fazer o “personagem” proposto. O professor como ser que representa o símbolo da educação necessita de experiências que o tornem hábil diante dos inúmeros desafios em lecionar. Mesmo estando capacitado pelas ciências que lhe formaram um docente é preciso que o desempenhar de suas ações estejam carregadas pela sintonia com os alunos. O ensaio só tem sentido se houver resultados posteriores e no âmbito escolar isso se dá pelo contato diário com as pessoas envolvidas. Procurar aprender invés de apenas ensinar é o principio básico para que sua atuação corresponda aos interesses da comunidade. Sendo um coordenador de grupo, determinará através de seus movimentos o exemplo de responsabilidade, curiosidade e vontade de entender as questões da existência. Levará aos alunos a imagem fidedigna do valor que a educação tem e firmará não só um papel, mas parte integrante na vida de todos aqueles que lhe assistem.

6. Qual a influência do movimento da Escola Nova para a educação?

R: A Escola Nova no Brasil através de seus mentores, intelectuais de renome como Anísio Teixeira e Cecília Meireles, influenciou a educação nacional através de suas idéias preparadoras para o desenvolvimento acelerado que ocorria em torno de 1920. Eram esboçadas naquele momento as pretensões de tornar o ensino igualitário e fornecido pelo estado, diminuindo assim a desigualdade social. Com a publicação do Manifesto da Escola Nova em 1932 o movimento ganhou notoriedade, com a defesa da universalização da escola publica. É importante lembrar que essas ações já haviam começado na Europa bem antes e serviam de modelo para as inéditas investidas da psicologia no âmbito educacional. Por fim, a Escola Nova revelou outras abordagens diante das situações encontradas no processo de adaptação do humano em relação ao avanço tecnológico.

REFERÊNCIAS

SILVEIRA, Nicia L.D. da.; Psicologia Educacional: desenvolvimento e aprendizagem. Florianópolis. UFSC. 2011.

INTERNET: http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_Nova

Tarefa Obrigatória – Capítulo 3

1. Caracterize desenvolvimento e aprendizagem procurando comparar entre si estes fenômenos.

R: O ciclo da existência em suas fases desde o nascimento até a morte caracteriza o desenvolvimento físico, emocional e intelectual humano. O crescimento proporcionado pela vida estabelece o transcorrer dos períodos de forma natural e evolutiva. A aprendizagem ocorre durante esses momentos, mediante intervenções e experiências adquiridas pelo individuo no ambiente em que se encontra. Tudo que é dito, ensinado, expressado através de outro, se confirma como algo aprendido quando absorvido de maneira a capacitar a pessoa. Portanto a aprendizagem está totalmente relacionada com o desenvolvimento no sentido de se colocar diante do homem aquilo que ele pode receber na ocasião própria. Ensinar crianças sugere métodos diferenciados dos usados em adultos e assim por diante. Determinar o tempo oportuno do que se deve transmitir é fortificar os fenômenos (desenvolvimento e aprendizagem) em prol de uma educação qualificada.

2. Como você poderia defender a idéia de que: as intervenções de pais, professor, psicólogo, ou outros profissionais sobre a aprendizagem de uma pessoa não tenham consequências sobre seu desenvolvimento? E de que tenham estas conseqüências?

R: O desenvolvimento direcionado por carga genética ou hereditariedade se configura naturalmente, independente das influências exteriores. Porém, qualquer intervenção no processo de crescimento através de familiares ou educadores, por mínimo que seja, causará consequências na vida de uma pessoa. Fatos na infância podem ser a motivação de distúrbios na fase adulta. Acontecimentos do passado podem ser as respostas dos casos do presente. É importante, além de ensinar, analisar a forma que está se ensinando para que a metodologia aplicada não venha prejudicar invés de beneficiar. O ser humano se expressa segundo um conjunto de fatores que ocorrem em seu desenvolvimento enquanto aprende. Por isso é fundamental que as influências que recebe estejam comprometidas com seu bem estar.

3. Descreva o papel da herança genética e do meio ambiente sobre o desenvolvimento das características humanas como é entendido no estágio atual da ciência.

R: A herança genética está contida no humano, produzindo as diversificadas características que se observa no mundo. Mas apesar de gerada com o individuo, seus atributos se externam mediante o ambiente propício ou adequado. São as condições de vida, a sociedade vigente e sua cultura, que proporcionam o revelar do potencial do homem no seu habitat. Para que haja desenvolvimento utilizador de todas as capacidades dos genes é preciso que o local de aprendizagem esteja de acordo com as possibilidades sugeridas no código genético. As aptidões do homem são estimuladas pelas experiências que lhe ocorrem durante toda a sua vida e recebendo ele incentivo do próprio lugar que se encontra, terá sua evolução na medida ideal para a absorção e desempenho dos conhecimentos existentes.

4. O que pode ser entendido pela frase: herança genética não é destino? Discuta e dê exemplos.

R: Um conjunto de fatores interage no processo do desenvolvimento humano. Mesmo tendo uma herança genética que o predispõe, o individuo se adapta ao ambiente em que nasce buscando a sobrevivência através da absorção do lugar que está no sentido de aprender como lidar com as diversas situações que ocorrem nele. O destino da pessoa não está vinculado a sua hereditariedade, mas aos acontecimentos posteriores que o atingem em sua formação. Se olharmos para as diversas localidades do planeta, como os desertos escaldantes, as geleiras da Antártida, as florestas fechadas, nos admiramos ao constatar como o homem consegue se estabelecer em tais lugares e viver continuando o ciclo da vida. Também é de surpreender como uma personalidade pode ser moldada de modo prejudicial, tendo todos os dispositivos para uma aprendizagem sadia, por viver em lares opressivos ou ter educadores impositivos. Assim, torna-se importante frisar que o futuro de um ser está totalmente relacionado com o que ele aprende no presente e principalmente pela forma que entende o mundo.

5. Como o estudo do Desenvolvimento e da Aprendizagem pode ajudar ao professor na sua prática em sala de aula?

R: Como o estudo do desenvolvimento e aprendizagem se constitui fundamentalmente na observação, coletando dados de comportamento e alterações no ser humano, pode-se reverter em sala de aula os resultados obtidos através da pesquisa em ações que minimizem os males cometidos por investidas anteriores na educação. Fazendo comparações e até mesmo acompanhamento das reações demonstradas no decorrer do crescimento humano, a psicologia apresenta ferramentas para auxiliar o professor em sua árdua tarefa de ensinar com qualidade. É interessante lembrar que ninguém é igual e por isso cada educador terá suas próprias experiências diante de suas turmas. Mas, mediante as análises obtidas de uma forma geral, se deve aproveitar as semelhantes situações configuradas em momentos específicos para usufruir das possibilidades de resoluções sugeridas pelos estudos até aqui feitos. Estudos esses que ajudam a lidar com a diversidade, as emoções e a pluralidade de intenções contidas no âmbito escolar.

6. Por que os estudos psicológicos em laboratório podem ser importantes? Eles são suficientes como fontes de conhecimento para o professor? Discuta isto.

R: A psicologia como ciência que estuda a mente humana e suas implicações revela, através de resultados obtidos em laboratório, muitos indícios e conseqüências das influências acarretadas sobre o individuo. Seus estudos são importantes meios de se descobrir as motivações presentes no homem e indispensáveis instrumentos de diagnóstico para um tratamento mais adequado. Entretanto é apenas parte do conteúdo que um professor necessita ter. Saber as reais causas dos problemas ou conhecer alguns métodos de aplicação não produz essencialmente os resultados que se desejam. Na verdade, a suficiência não é alcançada em determinada fonte, nem em muitas. O educador assim como o aluno está em constate desenvolvimento e precisa estar aberto às novas experiências e sugestões tanto provindas da área psicológica como de quaisquer outras, desde que visem o melhor para a educação.

7. Dê exemplos de situações em que aparecem influências normativas – etárias, históricas e também, não normativas.

R: O momento da história em que o homem é inserido corrobora para que similitudes ocorram em vários indivíduos contemporâneos. Os fatos do presente operam nas mentes geradas no mesmo período, contribuindo para que a influência normativa aconteça, ou seja, atitudes generalizadas como veneração a um ídolo, revolta ao governo, medos e superstições se estabeleçam. As faixas etárias são estágios onde o poder de persuasão se firma de maneira expressiva. Tanto que hoje se entende que produtos e idéias devem ser classificados e inseridos na sociedade baseados na idade das pessoas para que tenham uma resposta satisfatória. Já as influências não normativas são contextualizadas de maneira singular na vida do ser humano, como por exemplo, a perda de um emprego, o fim de um romance, a morte de parentes e doenças adquiridas. São impactantes e modelam as concepções do mundo diante de episódios chocantes, de grande valor emocional. Por fim, percebemos que o ser humano age conforme o tempo em que é lançado na existência e se desenvolve de acordo com as influências determinadas por ordem superior e até mesmo pelos pequenos detalhes do cotidiano.

8. Descreva exemplos do cotidiano – comentários, situações, etc – que reflitam algumas das idéias sobre os processos de desenvolvimento e de aprendizagem.

R: Ao olharmos para os animais notamos as habilidades instintivas que se demonstram durante suas vidas. É no pulo do gato, no vôo do pássaro, no ataque do tubarão que se mostram alguns exemplos de desenvolvimento já contido nos genes. No homem percebemos situações semelhantes. Nos momentos de extrema emoção e reflexos agimos de maneira nunca antes treinada. Lembro-me quando jogávamos futebol num campo cercado por grades altas e arames farpados. Demorávamos quase meia hora para escalar, pular e chegar ao gramado. Um dia, o segurança do lugar veio atirando pro alto. Pulei aquela cerca em 5 segundos. Com isso penso que existem habilidades que precisam ser externadas através do trabalho psicológico educacional.

Um exemplo até debatido em outras disciplinas é que ninguém nasce professor. Somos ensinados a ensinar e esse processo não teria efeito se ficássemos apenas na repetição de informações. A aprendizagem depende do desenvolvimento e vice-versa, tendo como resultado, se aplicada de maneira ideal, a revelação do máximo potencial humano. Concluindo, conciliar os instintos com o conhecimento adquirido manterá a evolução em direção aos melhores meios de se viver.

REFERÊNCIAS

SILVEIRA, Nicia L.D. da.; Psicologia Educacional: desenvolvimento e aprendizagem. Florianópolis. UFSC. 2011.

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Tano Matemático

(02/04/11) DICAS - TAREFA 1 - RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS

Olá meus amiguinhos...seguem algumas dicas sobre a tarefa 1 de Resolução de Problemas.
1)
Seja um segmento de tamanho y...se o dividirmos em tres partes iguais teremos y = y/3 + y /3 + y/3...ao subtrairmos a parte central teremos y/3 + y/3 = 2y/3. A função que faz isso é f(y) = y - y/3. Sabemos que y = 1. Agora se calcularmos o valor do primeiro resultado 2y/3 na função teremos a outra parte...com o resultado da outra parte colocado na função nos dará mais uma parte (sempre menor)...ou seja, se verificará que se trata de uma PG decrescente de razão 2/3...Como queremos a soma dos intervalos que sobraram é só usar a formula de soma dos itens de uma PG...mas não vá somar o 1 junto.
2) Desenhe o gráfico...Se a funçao corta o eixo Y em (0,-3/2) entao c = -3/2
Se -3/2 é o valor mínimo então em -3/2 está o vértice da parábola, logo b = 0
Como sabemos que pra -1 a função é igual a 0. é só substituir no modelo de função quadrática : f(x) = ax^2 + bx +c e descobrir o a. Fechou.
3) cossecx = 1/senx...substitua e terás uma equaçao do segundo grau
Ache os valores de senx ...lembre-se: a imagem senx é [1,-1] , entao um dos valores achados nao serve. Mas um valor nos dará duas possibilidades. Desenhe o ciclo trigonomético e perceberás isso. Nao esqueça que o ciclo fica dando voltas infinitamente, entao no conjunto solução, para cada x tem q se somar 2.k.pi , k pertencendo aos inteiros.
4) Seja P o conjunto dos q falam portugues e I o conjunto dos q falam ingles. Desenhe o diagrama de Venn...se 20% dos que falam portugues falam ingles e 80% dos que falam ingles tambm falam portugues...entao 20%P = 80%I , logo P =4I
logo 20 % P = 0,8 I ...coloque 0,8I na intersecçao dos conjuntos e acrescente o que falta em P e em I...(falta 3,2 I em P e 0,2I em I) a soma do que falta com a intersecçao é 336..ai fica facil achar o valor de I e mais facil achar o valor da interseção.
5) Ao posicionar os pontos dados no gráfico perceberás que não é possível ser um polinômio de grau 1 nem de grau 2, pois pela posição dos pontos não se verifica uma reta nem uma parábola. Agora se ele é de grau 3 ( e é ) é só substituir os valores em P(x) do tipo ax^3 + bx^2 + cx + d,
como temos quatro valores, teremos um sistema de quatro expressões. Bom, cada um tem um jeito de resolver, mas o mais importante é tentar ir cancelando os coeficientes um por um. Geralmente multiplico a primeira expressão por -1 e divido as outras (uma por uma) por um numero que venha tornar um coeficiente em oposto em relaçao à primeira expressao.Ai é só somar a primeira com as outras (uma a uma). Por exemplo se tenho 6a + b = 2 e 14a + 2b = 4/3, multiplo a primeira por - 1 e fico com -6a - b = -2 e divido a segunda por 2 ficando com 7a + b = 2/3. Assim, somo as duas e fico com a = -4/3. Então, se vc resolver o sistema direitinho vai achar P (x) = -4/3x^3 + 10x^2 - 65x/3 + 15.
Se tiver duvida em como resolver aconselho estudar Sistemas Lineares.
Boa sorte a todos!
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Tano Matemático

(26/03/11) PSICOLOGIA - PRESENCIAL

A aula presencial de Psicologia trouxe temas interessantes principalmente sobre as Escolas Psicológicas...Aproveitamos para definir os grupos dos seminários...Gestalt é minha praia agora...
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Tano Matemático

(12/03/11) AULAS PRESENCIAS

As aulas presenciais revelaram o grau de dificuldade que enfrentaremos nesse quarto periodo. Na sexta a noite o professor Paulo nao hesitou e mandou ver no quadro resolvendo todos os exercicios da lista proposta. Muito simpatico e atencioso mostrou competência e entendimento do assunto. Já no sábado pela manhã foi a vez do professor Cleverson nos "assustar" com o rigor das demonstrações matematicas. Bom, agora é botar a mão na massa e trabalhar.
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Tano Matemático

(26/02/11) QUARTO SEMESTRE

Já estava com saudades dos meus queridos colegas...confesso que pensei que encontraria poucos alunos para cursar este quarto semestre...mas para minha alegria, havia "muitos" interessados e empolgados...
Teremos disciplinas muito interessantes...
Resoluçao de Problemas: um pacotão retrospectivo de exercicios.
Geometria III: essa vai dar dor de cabeça.
Cálculo I : a mais esperada.
Psicologia da Educação: Gosto de psicologia, se não tivesse fazendo matemática seria essa a que cursaria.
Bom, que Deus nos ajude nesta nova batalha...que meus amigos tenham sucesso.
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Tano Matemático

(17/01/11) Passei!

Graças a Deus mais um semestre vencido...que venha o quarto!
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Tano Matemático

(04/12/10) Provas

As últimas provas, diferente do que pensávamos, foram mais tranquilas...agora estamos na expectativa das publicações das mesmas...e quem sabe, sair para o abraço...ou recuperação...
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Tano Matemático

(27/11/10) RESENHA

RESENHA

PEDAGOGIA DA AUTONOMIA

A prática educativa desempenhada pelo autor de Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire, lhe dá subsídios para propor idéias que segundo o mesmo, são indispensáveis no cotidiano de educadores, sejam eles críticos, progressistas ou conservadores. Seu texto inicia elevando a importância em se refletir sobre o conteúdo, determinando ao leitor a análise classificatória das “incumbências” ali expressas. Compara a evolução na arte do ensino com atos concernentes ao desenvolvimento de funções que se alteram conforme o tempo, que se ampliam diante das necessidades. Pois é imprescindível que se conheça em detalhes as ferramentas e os métodos que operam na efetivação do trabalho escolar, com espírito instigado a aprender gradativamente os mecanismos que colocam em movimento a educação.

Portanto, segue agora as principais idéias desse escritor em forma de resenha, articulando suas recomendações com o a interpretação do livro.

ENSINAR

Refletir sobre as práticas adotadas é fundamental para que o conhecimento não seja apenas transmitido, mas estimule naquele que recebe o conteúdo, a própria criatividade e busca incansável do saber. Enfatizando que no momento em que se ensina, aquele mesmo conhecimento está em fase de crescimento. É preciso que as janelas da evolução estejam abertas na interação entre alunos e professores, no que diz respeito às matérias abordadas em sala de aula.

Ensinar e aprender coexistem, dependem um do outro na concepção clara de seus atributos. Estão interligados no ciclo estabelecido na ordem da sabedoria. Para que haja o verdadeiro ensino é evidente que aconteça a percepção do aprendizado. Sinais que demonstrem a absorção e compreensão dos assuntos. Sem aluno que realmente entende não se concebe a figura do professor. O que só transfere ou repete conteúdos não faz papel de educador, só atrasa e mancha o progresso humano.

Na essência do ensinar-aprender surgem experiências que modelam as formas de se agir, os tratamentos que se operam e a visão do mundo. Estar comprometido com o sucesso intelectual e social daquele que recebe o novo, o inédito ou até mesmo algo já visto é ligar-se intimamente, fazendo parte de sua construção pessoal como individuo inteligente e consciente de seus valores.

Gerar no aluno a curiosidade constante, que cresce a cada etapa, tornando-o desbravador das representações e ciências humanas é objetivo vital, missão ininterrupta dos que pretendem ensinar. Sem o desafio de outras descobertas o aprendizado fica estagnado e logo se esvai pelas correntezas do tempo.

PROFESSOR

O autoritarismo tanto nas direções como no próprio corpo docente de algumas instituições precisa ser sobrepujado pela democrática gestão, beneficiando assim, não só os alunos, mas toda a escola em geral. O bom senso é especialmente benéfico nos episódios escolares, nas diversas situações onde o que prevalece é a imagem deixada pelo que ensina naquele que aprende. As marcas do radicalismo e intolerância são difíceis de apagar, mas o gesto nobre e compreensão de fatos são inesquecíveis para um aluno que esperançoso em um satisfatório resultado recebe do professor a ajuda em forma de nova chance proporcionada.

O pensamento permanente em melhorias e estímulos dos educandos não pode esbarrar em políticas burocráticas e impositivas que desfazem os sonhos de qualidade. O professor como ser que acredita e trabalha em prol do bem, é aquele que se desprende das amarras do condicionamento opressor e vai além, sem medo de lutar, ensinando aprendendo e aprendendo ensinando.

É possível alongar o ensinamento, não tratando-o como simples plano a ser cumprido rigorosamente dentro dos limites da carga horária, mas colocando-o como fomentador da capacidade do estudante em questionar, criticar, argumentar. Aprender é mais que receber informações, é averiguar os pormenores, refletindo sobre os fundamentos dos saberes propostos, tendo como auxiliador um educador democrático que investe sem egoísmo.

Pois se atentarmos a um professor que somente repete o que lê ou assiste, notaremos a falta de interesse em se instigar os desafios da vida, as dúvidas pertinentes e as singulares criatividades. Teremos a paralisação racional e tempo usado em vão em sala de aula. Há os que se abarrotam de textos ou idéias diversas, mas não são capazes de ter suas próprias concepções, e o pior, influenciam através de suas posturas, os alunos que estão em fase de fixação de suas personalidades, dando-lhes de maneira enfraquecida o objeto de estudo. Intolerável ainda é deparar-se com docentes auto-suficientes, orgulhosos, que fecharam as portas para a humildade e o crescimento. Estes impedem o ensino revigorante e o entusiasmo em si mesmos, desprezando a produção do conhecimento ainda inexistente.

Segundo Paulo Freire, a pesquisa é inerente ao ato de ensinar, pois atualiza o educador e o coloca como proclamador de novos conceitos e definições. Ao se mostrar curioso e atencioso, o professor, certamente criará um senso de busca no aluno, implicando em aperfeiçoamento no que já se sabe. A atenção dispensada ao estudante pode abarcar a experiência social do mesmo, tornando provável a utilização das percepções já existentes no cotidiano da comunidade vinculada à escola. Reconhecer o conjunto de idéias presentes no aluno, desde o início, permitirá a comunhão e interligação das disciplinas com o mundo exterior, isto é, com a realidade regional. Intimidade e compromisso são instaurados quando se tem a preocupação em se relacionar os efeitos do dia-a-dia com o contexto curricular, fazendo da escola uma parceira e não um órgão desligado das rotinas da sociedade.

ATITUDE

Inacabado está o humano e jamais se verá em plenitude em relação ao conhecimento. Sua formação é limitada e representa um pequeno passo diante da incomensurável estrutura do saber. Com isso, o docente consciente se coloca como instrumento de compreensão, de desenvolvimento permanente. Faz entender que o aprendizado é contínuo e não se limita na fase escolar.

O conhecimento como algo dado periodicamente durante os anos letivos é passível de criticas em torno de sua forma de distribuição e até mesmo em sua origem. Portanto, a inquietação diante dos assuntos pré-determinados é legítima em um professor desobstruído e interessado em não se manter estático.

Como educar é substancialmente formar, é relevante que esteja embutido nele, além de toda ciência e práticas pedagógicas, o senso de moral. O exemplo de honestidade é a melhor arma contra a hipocrisia e o falso ensinamento. A demonstração de caráter idôneo é o apelo da ética, no sentido de perdurar a ordem e a valorização da decência.

Para que o educador haja com coerência é necessário que, desde sua fase como aprendiz, tenha produzido em comunhão com seu mestre a correta estrutura que lhe dará segurança na sequencia de seus atos.

Sua formação será a oportunidade de desempenhar, de praticar as certezas que construiu durante o tempo de graduação. E com a chance de ensinar, se é que entendeu o que é ensinar, o professor formado, mediante seus gestos transmitirá aos alunos a esperança, o significado e a confiança. Por meio de suas atitudes cheias de sentimentos bons, nutrirá no intimo do educando a força essencial para o desenvolvimento como cidadão. Isso é verdadeiro, pois todos os atos de um professor são avaliados pelos alunos.

A teoria ministrada em sala de aula depende, para sua aceitação sincera, de exemplos encarnados que a colocam em prática, em vida. Tanto nas ciências como nos proclames morais entoados pelo educador, deve haver uma base em que o próprio professor se enquadra. Pois o simples fato de se anunciar o que não se faz, ou, insistir em benevolências que não opera, é promover a decepção dos que recebem a transferência de informações.

Defender os pontos de vista da “moda” hoje, e amanhã se entregar ao contraditório, tomando partido de ideologias diferentes das anteriormente ostentadas configura uma instabilidade no próprio cerne do educador. Mudanças de pensamentos podem ocorrer no cenário existencial, e acontecerão indubitavelmente, mas coxear deliberadamente entre políticas da ocasião sem base nenhuma, apenas caminhando a favor do vento do momento é corromper a imagem da convicção que uma classe docente deve ter.

Se modificações precisam ocorrer, que elas aconteçam no entendimento, concretizando a idéia que todos os alunos, independente de raça, religião ou estado social são seres humanos, dignos de respeito e atenção. A discriminação não tem mais lugar em uma sociedade onde a educação é a coluna de sua edificação. Por isso, o professor democrático é aquele que inibe em sala de aula qualquer tipo de violência física ou psicológica e extermina ao seu redor a segregação através de sua posição transformadora.

INFLUÊNCIA

Ser personagem da história e não apenas espectador inerte, receptáculo de viciadas memorizações, precisa ser o ideal dos que vivem sob o regime educacional. Referência de inteligência e não de reprodutor sem opinião deve ser o objetivo daquele que aprende. Portanto, o professor, como incentivador do sucesso, precisa participar incansavelmente na conquista dessas vontades, respeitando a autonomia muitas vezes incompreendida do ser que está sendo educado. Considerar as diferentes personalidades que convivem diante de suas aulas, faz do educador um pacificador, um sujeito que propaga a erradicação do autoritarismo discriminatório.

Ser professor é estar ciente da intima ligação a uma classe historicamente lutadora por melhores condições de trabalho, de remuneração e reconhecimento. É ativo oponente ao demérito insinuado por alguns e marcha permanentemente ao encontro de realizações educacionais sonhada por muitos. Assume posição diante da realidade atual, dos fatos que cercam a todos, não omitindo ou escondendo as próprias opiniões, mas explana-as na veracidade dos atos exercidos. Pois quem aprende quer ver e sentir o poder de decisões e não viver por anos ouvindo um exemplo de neutralidade de ações.

Se preocupar em conscientizar, os que chegam perto e até os que estão longe, de seus lugares no sistema vigente e estimulá-los a questionar o motivo de suas carências denota presença na comunidade, importância dada à cidadania. E essa é uma forma de gerar a curiosidade do aluno, levando-o a pensar sobre sua própria história, o estado em que se encontra e objetivos de sua vida. Envolver-se nessas questões é romper as barreiras extremamente técnicas que inibem o relacionamento pessoal entre professor e aluno, é corroborar o respeito mútuo que se deseja numa escola.

A esperança de melhorias na sociedade através da educação é o combustível que move o professor, dando-lhe a alegria existencial no decorrer de suas aulas, de suas atividades. Transparecer motivação já é um ótimo começo para efetivar o ensino aos mais distintos educandos, pois sem o brilho da confiança transformadora não há ciência que contagie o mundo para o desenvolvimento em que todos se favorecem. O conhecimento deve vir junto com esperança.

CONCLUSÃO

Apesar de insistente e algumas vezes repetitivo, Paulo Freire, de maneira ampla expõe suas “poderosas” idéias em Pedagogia da Autonomia, realçando o que muito já se sabe, mas pouco se pratica. Este livro é um verdadeiro manual, um guia do bom professor. É digno de consulta através dos tempos e merecedor de análises cada vez mais intensas.

Sendo assim, é compreendido, na leitura deste “documento”, que o humano em seu estado de desenvolvimento é apto às mudanças e adaptações sugeridas pelo desejo de melhoramento na educação. Cada homem ou mulher que desafia o destino em prol de ensinar viverá inevitavelmente lutas e sofrimentos, mas participará na vitória de inúmeras pessoas que encararam o conhecimento como combustível da evolução.

BIBLIOGRAFIA

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Saberes Necessários à Prática Educativa, 1996.

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Tano Matemático

(27/11/10) DICAS PARA TAREFA 2 DE G.A

Seguem algumas dicas para tarefa 2 de geometria analítica!
1a) há duas formas de fazer...por pitágoras, encontrando os vetores AB, BC e AC e determinando seus módulos (os valores vão corresponder ao teorema de pitágoras) ou ainda da pra provar calculando o produto interno entre dois dos vetores...tem que dar zero...
b) o volume do paralelepípedo é igual ao módulo do produto misto entre os vetores...só calcular o determinante.
2a) só usar a fórmula que está no livro.
b) só usar a fórmula para ângulo entre vetores e substituir...lembre-se , cos de 30 graus = raiz de 3/2
3) determine o ponto médio...já faziamos isso no R2, a diferença agora é que temos mais uma coordenada, a cota...Agora pegue os valores de x, y, z na reta r e substitua na reta s...assim acharás o valor de t...substitua o valor de t na reta r...assim encontrarás o ponto de intersecção...agora determine o vetor (ponto medio - o ponto de intersecção)...agora é só substituir a triade do ponto médio e do vetor no molde das equaçoes simétricas...temos as equações simétricas que passam pelo ponto médio e pelo ponto de interseção.
4a) a equação do plano é dada por ax + by+ cz + d = 0...só substituir a o ponto na equação do plano e se acha o valor de d...como ja temos o vetor normal...é só substituir a triade do ponto e do vetor com o valor achado de d na equação molde do plano.
b) se contém a origem então d é igual a zero...determinamos os vetores OA e OB (O=(0,0,0))e efetuamos o produto externo entre eles...achando aquele (i, j, k)...só substituir e temos a equação do plano.
5)a equação vetorial da reta é do tipo P = A + t.v (vetor)...então é só substituir...Como o denominador do y é igual a zero temos que a reta é paralela ao plano xz...logo y = 3...substituindo os valores correspondentes temos as equações simétricas...fazendo z = 0 temos o ponto de intersecção.
6) Substitua os valores de x,y,z na equação do plano...assim obterás o valor de t...agora substitua o valor de t na equação paramétrica...pronto, temos o ponto de intersecção.
7a)só verificar a proporcionalidade entre os vetores...se forem proporcionais os planos são paralelos.
b)obtenha a equação paramétrica da reta...substitua os valores de x,y,z na equação do plano...acharás o valor de t...mas cuidado (se a reta intercepta o plano em um ponto, isso não quer dizer que ela está contida nele)...para isso ocorrer o produto interno entre os vetores deve ser zero...o q não ocorre.
8) só fazer y=z=0, depois x=z=0 e também x =y = 0 e acharás os três pontos.
9a) só usar a fórmula de distância entre ponto e reta que está no livro.
b) essa a professora Virgínia respondeu na videoconferência.
10a) Só usar a fórmula entre ponto e plano.
b) idem.
Boa sorte a todos!
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