(06/05/11) RESPOSTAS DE PSICOLOGIA, CAP 4,5,6.

Seguem as respostas que dei na tarefa de psico sobre os capitulos 4,5,6 pra ajudar no estudo pra prova...

Capítulo 4

1) Explique como a Psicologia Ecológica entende desenvolvimento? Como esta teoria contribui para explicar o que foi chamado de influências?

R: As particularidades do ambiente em que é inserido o indivíduo ao nascer propõem ao mesmo a participação em uma estrutura já consolidada. Porém, ao se desenvolver, o homem, mediante suas observações e ações geradas pelas condições do momento, interage com os aspectos ambientais e o altera diante das necessidades impostas pela vida. Sendo assim, a Psicologia Ecológica entende o desenvolvimento como a inter-relação entre o ser humano e o local em que ele se encontra, valorizando as características culturais, sociais e religiosas do sistema vigente. Através das influências promovidas pelo microssistema (família, pessoas próximas), mesossistema (escola, igreja), exossistema (governo, mídia) e macrossistema (crenças, ideologias) o ser humano é visto como parte de um contexto maior no cenário da existência, não separado do restante da sociedade. Portanto, a contribuição da teoria que interliga a pessoa ao ambiente está em buscar indícios do porquê das atitudes não apenas no indivíduo em si, mas em todas as poderosas fontes de influência que o cercam.

2) Discuta os conceitos de transferência e contra-transferência e como estes processos podem se dar na relação professor-aluno.

R: Tanto aluno como professor são influenciados por experiências repletas de sentimentos externas à sala de aula, levando-os a configurar no ambiente escolar comportamento vinculado aos acontecimentos do cotidiano ou até mesmo do passado. Há no processo de aprendizagem a construção de sentimentos entre aluno e professor que muitas vezes distorcem o objetivo de transmissão de conhecimento e educação específica. Tanto amor como ódio podem coexistir nas relações entre discente e docente, dando margem para privilégios de alguns e represálias para outros. É necessário, portanto, que o aluno entenda que precisa aprender e o professor compreenda que necessita ensinar, não influenciando o desenvolvimento educacional através de emoções particulares. Pois como diz Morgado (1995)

Para cumprir sua função de mediador entre aluno e o conhecimento, o professor não deve corresponder aos intensos sentimentos transferenciais. Sua contratransferência apenas reforçaria a transferência do aluno, instalando um círculo vicioso em que a relação pedagógica serviria de pretexto para a revivescência mútua das fixações libidinais. Para que o saber ocupe o centro da relação, o amor e o ódio devem ser substituídos pelo desejo de ensinar e o desejo de aprender.

3) Tome um aluno como referência e aponte seu microssistema – os elementos que estão presentes no ambiente que lhe é próximo. Aponte elementos do macrossistema que o atingem. Como o próprio aluno "afeta" estes sistemas – que papéis ele pode exercer?

R: O ambiente familiar influencia o aluno em suas ações em sala de aula. O tratamento das pessoas próximas para com ele o alimenta com sentimentos benévolos ou prejudiciais dependendo de como se relacionam, gerando diante do professor manifestações correspondentes ao microssistema em que vive o discente. Por receber também influencias de ordem superior, como as leis educacionais impostas pelas ideologias ou políticas vigentes, esse aluno é afetado poderosamente se seu desenvolvimento no ambiente que lhe é próximo não o prepara para o macrossistema. Mas é na relação entre as experiências do seu microssistema e macrossistema que este aluno promove a observação dos educadores para uma melhor forma de aprendizagem. Com suas atitudes e exercendo papéis de influenciador, o aluno pode modificar também os ambientes e assim com o apoio necessário melhorar os sistemas.

4) Como o Psicodrama entende desenvolvimento? Inclua na sua resposta o que é Matriz de identidade e como ela afeta o desenvolvimento dos sujeitos.

R: A espontaneidade, característica trazida ao nascer juntamente com a criatividade e sensibilidade fazem do humano um ser que se desenvolve, segundo o Psicodrama, em fases onde a percepção do que se é aos poucos surge, esclarecendo e tornando-o consciente do universo a sua volta. Porém, somente ao passar pela Matriz Identidade, que é o lugar onde o indivíduo incorpora e assimila os conteúdos da sociedade, como regras, culturas e influencias educacionais é que se instala gradativamente a concepção de mundo, passando pelos momentos onde a criança não diferencia os objetos a sua volta, depois pelo reconhecimento de si mesma e por fim a do entendimento que existe o outro. É importante frisar que a as características citadas que o individuo traz ao nascer podem ser abafadas pela imposição da sociedade vigente e por isso se faz necessário o uso de técnicas psicodramáticas para resgatar as mesmas no sentido de elevar o desenvolvimento.

5) Fale de modo breve sobre as técnicas psicodramáticas, dizendo como elas podem contribuir para o processo de ensino-aprendizagem?

R: As técnicas psicodramáticas visam recuperar a sensibilidade, a criatividade e espontaneidade que porventura tenham sido amortecidas pelos fatos da vida e influências abafadoras. Levando em conta a Matriz Identidade, que dá início ao processo de definição do ser como indivíduo, destaca-se técnicas como a do duplo, onde um eu auxiliar faz o papel de protagonista, como por exemplo, uma mãe que age pelo bebê na fase onde a criança ainda não se deu conta do que é.

A definição de espelho como objeto que reflete a imagem do ser também é incorporado nas técnicas dessa psicologia, fazendo com que o protagonista saia da dramatização e um ego auxiliar o represente.

Também intensamente usada, por ser intimamente ligada ao teatro, a técnica de inversão de papéis fortalece a compreensão de existência de outros seres, ressaltando os sentimentos e ações que ocorrem independentes do próprio eu.

Todas essas técnicas estimulam o processo de ensino-aprendizagem, pois conscientizam as diversas situações em que pode se encontrar o indivíduo, devolvendo-lhe as características outrora perdidas.

6) Discuta os conceitos: a) consciente/inconsciente; b) mecanismos de defesa; c) realidade/ fantasia.

R: Estar consciente é vivenciar as situações da vida de modo racional, satisfazendo as necessidades com compreensão da realidade que cerca o individuo. A consciência em si, que estrutura a personalidade, é adquirida com o tempo e promove o controle de ações instintivas. Já na inconsciência, os fatos que agem sobre o homem não são controláveis, não podendo ser trazidas as motivações à luz da memória. É o estado onde a consciência não governa a alma e suas intenções.

Por não acessar a plenitude do que realmente é, existem mecanismos de defesa que operam como instrumentos de proteção dos conteúdos inconscientes no ser humano. Alguns desses mecanismos são visualizados na imitação e até mesmo nas mesmas emoções sentidas por alguém quando este internaliza as características de outros (mecanismo de identificação). De volta a níveis de desenvolvimento superados para chamar a atenção ou se adaptar a situações mais simples ocorre o mecanismo de regressão e principalmente para manter o equilíbrio mental se utiliza o mecanismo de repressão que por impedir o máximo de pensamentos ruins é um dos mais importantes sistemas de defesa da alma. E esses mecanismos são cada vez mais usados com o passar do tempo, quando salta aos olhos a realidade que se apresenta ao eu.

Contudo, ainda se pode verificar através do ensino as formas de preparar uma criança para a realidade. Enquanto alguns incentivam as histórias fantasiosas, e isso por si só já incentiva a formulação de outras fantasias ou faz acreditar que as mesmas são realidades, outros desde cedo impõem a ciência restrita do que se constitui como real. O importante é que o ser humano que convive tanto com realidades como com fantasias saiba superar e discernir uma da outra para que sua vida tenha qualidade.

7) Descreva de modo breve as fases de desenvolvimento apontadas pela Psicanálise. A transição entre estas fases é automática ou está relacionada ao ambiente? Neste caso a família e a escola podem contribuir neste desenvolvimento?

R: O desenvolvimento do ser humano, segundo a Psicanálise, não necessariamente passa por todas as fases sugeridas, sendo elas a oral, anal, fálica, de latência e genital. A fase oral que acontece nos primeiros meses de vida de uma criança consiste no prazer que este tem em absorver através da boca o alimento e até mesmo em provar objetos que lhe chamem a atenção. Com o expelir das fezes, a criança percebe que há prazer na região por onde isso acontece e muitas vezes brinca com o produto evacuado, sendo esta a fase anal que acontece do primeiro ao quarto ano de vida. Já dos quatro ao seis anos ocorre a fase fálica, que promove a descoberta do prazer através dos órgãos genitais, introduzindo práticas de auto-toque e algumas vezes o evento do Complexo de Édipo. Antes de a puberdade surgir, a energia é canalizada para ações de aprendizagem e sociabilidade, e nisto temos a fase de latência, que não determina a região específica onde a libido se encontra. Já na fase genital, que ocorre após a puberdade, a busca pela satisfação se baseia não mais em si mesmo, mas em outro ser, atingindo supostamente o pleno desenvolvimento emocional.

Mas apesar destas fases estarem bem definidas, não quer dizer que as passagens para cada uma delas sejam automáticas. Tudo depende de como a cultura familiar ou das pessoas que cuidam da criança entendem o processo de crescimento. As influências exteriores podem acelerar ou até anular algumas destas fases. Sendo assim, os que estão próximos (família, escola) podem contribuir ou prejudicar se não souberem tratar deste processo. Por exemplo, um pai não alertado para a fase fálica, pode julgar um filho baseado na malícia de sua percepção e impor situações onde a criança se desenvolverá de maneira imprópria.

Capítulo 5

1) Piaget é um psicólogo construtivista: a partir de suas leituras justifique esta afirmação.

R: Piaget é construtivista por considerar que a criança pensa diferente de um adulto e por levar aquele que ensina a se colocar no lugar do outro, obtendo a noção de como está se processando o aprendizado. Preocupou-se em entender como o individuo avança no conhecimento, passando de um saber menor para um saber maior. Através de testes analisou crianças para entender o porquê de erros e como as mesmas chegavam a determinadas soluções. Portanto, para Piaget, o desenvolvimento cognitivo está totalmente relacionado com o ambiente, criando um processo de adaptação, onde estruturas mentais mais elaboradas surgem, ou seja, a capacidade de construção de novos conhecimentos é possível, e assim se evolui gradativamente diante das diversificadas situações em que está inserido o humano.

2) Descreva a adaptação dentro da teoria de Piaget. Dê um exemplo a partir da sua observação.

R: Ao nascer, o humano se adapta ao ambiente em que esta sendo inserido e este ajustamento se dá pela capacidade de construir novos conhecimentos. Ao interagir com o lugar em que se encontra o individuo terá que enfrentar situações onde será necessário um processo de equilibração, ou seja, uma estabilidade onde a assimilação e a acomodação à inéditos eventos seja indispensável.

Solucionar os problemas além das ciências ja existentes, promovendo outras estratégias configura a idéia de receber novas informaçoes e tratá-las de maneira apropriada, avançando em métodos de raciocínio e ação. Por exemplo, quando uma criança acostumada a mamar no peito, recebe um copo com leite, buscará meios diferentes de bebê-lo, não usando mais o jeito que fazia ao sugar no seio da mãe.

3) Quais devem ser as principais características no processo de ensino-aprendizagem e de uma escola para estarem em coerência com a concepção de Piaget sobre desenvolvimento e aprendizagem?

R: É imprescindível que a escola como o lugar onde o conhecimento é transmitido por adultos analise os pormenores do desenvolvimento da criança, tratando-a de acordo com sua estrutura mental e estabeleça critérios onde as formas de raciocínio do aluno sejam valorizadas e suas capacidades intelectuais sejam exploradas através de métodos que a incentivem ao raciocínio e busca de novas soluções. Se o discente já é adulto não se altera a forma de se ensinar, pois é necessário que o estímulo ao descobrimento de novos conhecimentos sejam feitos constantemente. Sendo assim, a escola terá a concepção de Piaget sobre desenvolvimento e aprendizagem, promovendo a preparação diante dos desafios do cotidiano, fortalecendo o senso de adaptação e construindo uma sociedade mais inteligente.

4) Quais os principais aspectos dos diferentes estágios do desenvolvimento cognitivo para Piaget?

R: O desenvolvimento, segundo Piaget está relacionado à capacidade de organização do ser humano, tendo em vista estágios chamados de períodos sensório-motor, pré-operacional, de operações concretas e formais.

O período sensório-motor acontece nos primeiros anos de vida e ressalta a ação do corpo da criança em relação aos objetos que a cercam, seja tocando, vendo, cheirando, provando e até mesmo imitando. No período pré-operacional que ocorre dos dois aos 7 anos de idade, as atitudes da pessoa revelam a habilidade de associar simples nomes que a fazem compreender formas e outros seres, mas mesmo assim não deixando de demonstrar um egocênctrismo por não ter a idéia de se colocar no lugar de outro. Já na fase dos 7 aos 11 anos consegue resolver problemas matemáticos, utilizando o raciocíonio e a classificação de objetos mentalmente, vivendo assim, o chamado período-concreto. E por fim temos o estágio de operações formais que inicia a partir dos 11 anos em diante e que é o ponto máximo de desenvolvimento humano, pois é onde o individuo pode dominar o raciocíonio abstrato, elevendo seu conhecimento através de hipóteses, teses e busca das provas concernentes ao seu interesse.

5) Redija: por que para Vygotsky o homem não nasce humano, mas torna-se humano?

R: Para Vygotsky o homem nasce um ser biológico, apenas com funções psicológicas primárias, portanto a humanidade é construida através da relação que este ser tem com os que o cercam. Através das influências de outros, a mente é alimentada com novas informações e assim possibilita a superação nas formas de raciocinar. É o processo sócio-histórico que desenvolve o homem como ser humano, com ênfase para a linguagem como meio de aprendizagem. Portanto, coforme esta concepção, os indivíduos são inseridos na sociedade através do nascimento com a forte tendência a se tornarem humanos mediante o conhecimento já existente e que pode ser adquirido de formas diversas. No decorrer do tempo e da quantidade de absorção destas ciências o homem consegue aprimorar seu estado de humanidade.

6) Caracterize zona de desenvolvimento proximal. Dê um exemplo do cotidiano

R: A realização que o sujeito alcança sem ajuda de outros é o seu desenvolvimento real. Já quando necessita de apoio de outras pessoas, pois somente consegue efetivá-las com colaboração alheia é o seu desenvolvimento potencial. A ZDP (zona de desenvolvimento proximal) é a diferença entre os desenvolvimentos citados. Esta diferença está no sentido de distância entre um conhecimento e outro mais avançado. Portanto, se um aluno conhece as operações de somar de subtrair, o professor , alguém capacitado ou até mesmo um livro está na ZDP, e é o mediador entre essas operações e as de multiplicar e dividir por exemplo, promovendo um avanço no conhecimento, utilizando-se do que o aluno já sabe para transmissão de outros assuntos, resultando em aprendizagem constituida.

7) Argumente a favor do papel do professor como: a) um coordenador – proposto pela teoria piagetiana; b) um mediador – proposto pela teoria histórico-cultural.

R: Diante da teoria piagetiana o professor deve ser o estimulador do raciocínio desbravador de resoluções para novos desafios do cotidiano, tendo consciência do estado de desenvolvimento em que se encontra o aluno. Trabalhando com assuntos que estejam de acordo com a fase do discente, fortalecendo o senso de adaptação e promovendo o trabalho em grupo para constatação das diferentes formas de se resolver um problema.

Com as idéias histórico-culturais, o professor tende a valorizar o que o aluno já sabe, relacionando os conhecimentos existentes com os que serão proporcionados, sendo mediador, uma ponte que liga os saberes menores aos maiores, colaborando assim, nas potencialidades do individuo e sua formação humana, no sentido de aborção de informações importantes.

8) Escolha um conteúdo da sua área. Planeje como ensinar este mesmo conteúdo usando como referência cada um dos dois autores apresentados anteriormente: a) Piaget; b) Vygotsky.

R: Bom, como ainda não sou professor de matemática, mas de teatro, tenho a declarar que tanto Piaget como Vygotsky fazem parte dos cursos e ensaios em que participo como coordenador. Por exemplo, se uma pessoa não tem noção nenhuma de interpretação é importante se colocar no lugar dela (Piaget) para sentir como seria a melhor forma de aprender. Então seriam introduzidos conceitos elementares de teatro, com dinâmicas para aguçar o raciocínio e desinibição, mas considerando a fase em que a pessoa se encontra. Porém, é de se enfatizar que há conhecimentos anteriores nesta pessoa, e mesmo que não sejam específicos sobre teatro podem ser utilizados, como por exemplo, um conhecimento sobre dança, música ou simplesmente sobre como as pessoas se comportam na vida e assim ser um mediador (Vygotsky) levando a pessoa para um entendimento maior na arte de representar.

9) Pense nas relações entre ensino e aprendizagem: elas são idênticas nas propostas de Piaget e Vygotsky ? Quais as consequências para o processo de ensino-aprendizagem ao se adotar uma ou outra teoria.

R: As propostas entre Piaget e Vygotsky são distintas. Enquanto para o primeiro o ensino/aprendizagem deve ser adaptado à fase em que o aluno se encontra para o segundo é justamente o inverso, é o aprendizado que provoca o desenvolvimento. As consequências ao assumir uma ou outra concepção está na forma de avaliar o aluno. Se este está sendo tratado de acordo com seus estágios de formação, sua avaliação será conforme os assuntos em que sua faixa de desenvolvimento pode supostamente suportar. Já se ele é estimulado a se adaptar ao aprendizado, tendo em vista o avanço, independente de sua classificada fase de desenvolvimento, sua avaliação deve se dar no sentido de analisar o grau de aproveitamento dos conteúdos proporcionados e sua recepçao para com os mesmos. Porém, é necessário antes de tudo um estudo aprimorado para se identificar qual seria a melhor proposta numa escola.

10) Após ter claro o que se pode definir como desenvolvimento e aprendizagem, aponte como podem ser pensadas as relações entre estes dois fenômenos. Fique atento a estas relações, pois elas podem contribuir para diferenciar as teorias psicológicas presentes na Psicologia Educacional. Dê exemplo disto tendo como base as teorias psicológicas estudadas até aqui.

R: Até aqui foi salientado nos estudos feitos sobre desenvolvimento e aprendizagem o grande papel influenciador daqueles que recepcionam o individuo ao nascer. Mesmo considerando-o dotado de características especiais preexistentes ou simplesmente aceitando-o como um produto biológico que aos poucos se torna humano é de se constatar que o condicionamento a que o homem está suscetível é importante modelador de seu desempenho como ser que existe e pensa. Ao se descobrir nas fases sugeridas por brilhantes psicólogos ou fazer parte de um conjunto de fatores que o instigam a aprender, o homem cresce cercado pelo ambiente e culturas que o envolvem. Portanto, o desenvolvimento está ligado à aprendizagem, assim como a aprendizagem está ligada ao desenvolvimento e apontar quem vêm primeiro é muitas vezes contradizer importantes descobertas na área psicológica. Por exemplo, as colaborações de Piaget e Vygotsky são indispensáveis apesar de se contrariarem na questão de ensino/aprendizagem.

11) A Psicologia Ecológica e o Psicodrama apresentam pontos em comum com as propostas de Piaget ou de Vygotsky? Tente comparar estas propostas.

R: A Psicologia Ecológica entende que o homem recebe poderosas influências dos sistemas pelos quais é cercado. Sejam eles microssistemas, mesossistemas, exossistemas ou macrossistemas. Já o Psicodrama acredita que com o tempo, as características como espontaneidade, criatividade e sensibilidade são abafadas por causa das imposições a que o individuo é submetido. Em Piaget se verifica a relação do comportamento humano em se adaptar ao ambiente utilizando sua inteligência, pois o local onde se situa o individuo promove diificuldades a serem superadas. E por fim Vygotsky entende que é justamente no contato com outras pessoas que o homem se torna humano de verdade. Assim, podemos notar que a cultura que rodeia o individuo é fator importante em todas as teorias relacionadas.

Capítulo 6

1) Fale da teoria do ciclo vital e sua contribuição para o entendimento do ser humano.

R: A teoria do ciclo vital considera o inicio do desenvovimento humano na concepção, ou seja, no momento em que é gerado até o fim da vida. Por observar de forma plena as propriedades das fases em que a pessoa vive traz benefícios no sentido de como agir diante de tantas particularidades nas idades correspondentes a gestação, infância, adolêscência, juventude e velhice. Elenca fatores de dificuldades que esses períodos promovem e ajuda a entendê-las para uma melhor forma de vencê-las. Por tratar cada um em seu devido lugar sugere o não abuso de um pelo outro como por exemplo determinar trabalhos pesados a crianças, sendo que estes competem a adultos. Contribui significativamente no controle de atuações que se verificam numa sociedade, fortalecendo as virtudes de cada estágios e o respeito devido aos mesmo.

2) Há vantagens em dividir o ciclo de vida em períodos: a) quais as vantagens e b) as desvantagem?

R: A vantagem que se percebe na divisão do ciclo de vida em períodos está no enfoque que se pode dar em cada um deles, gerando leis que os protejam, ciências específicas que os estudem e análises mais detalhadas com melhor poder de comparação com outras fases da vida. Até mesmo na área comercial isto traz um lucro importante e a economia se aproveita disso para absorver os desejos externados em cada período. É possível determinar direitos baseados nas condições de vulnerabilidade que se encontra o ser humano nos períodos porpostos, fortalecendo uma sociedade mais consciente e respeitadora dos indivíduos que a integram. Se há desvantagem, talvez seja na não percepção que muitas pessoas não se enquadram nas idades determinadas para os períodos e sofrem com o rótulo de que não gostariam de ser chamadas, principalmente na fase da adolescência e terceira idade.

3) Aponte algumas das mudanças (pelo menos 3) que marcam o período da terceira infância (6-12 anos), bem como, recomendações para facilitar o ensino-aprendizagem neste período.

R: No campo do raciocínio, a criança nessa fase começa a aplicar a lógica e a entender o que passa a sua volta. Como é uma fase onde a escola se torna parte de sua rotina, este momento pode ser mais bem aproveitado pelos professores para estimular de maneira sadia ainda mais o desenvolvimento. A terceira infância traz também os conflitos de auto-estima baixa em alguns e nisso é importante que aquele que ensina esteja sensível aos sintomas e não prejudique com palavras ou atos que não valorizam a criança. Mas é praticamente no fim dessa fase que ocorre o evento visível no corpo, a puberdade, e as descobertas e curiosidades afloram intensamente nos indivíduos, tanto meninas como meninos e é imprescindível que estes sejam conscientizados deste período e suas particularidades.

4) Aponte algumas das mudanças (pelo menos 3) que marcam o período da adolescência (12 até...?) bem como, recomendações para facilitar o ensino-aprendizagem neste período.

R: É notório na fase da adolescência o crescimento acelerado do corpo e suas implicações no cotidiano da pessoa. Esse corpo estranho ao que estava acostumado indica a transição para uma nova fase em sua vida e problemas de ordem psicológica podem ocorrer. O desapego às coisas de criança e a busca de uma identidade mesmo que seja imitação de alguém famoso ou adaptações às modas dominantes da época ocorrem neste processo, afinal é preciso ter o seu lugar no espaço. Os desejos sexuais são parte intensa neste período, gerando curiosidades e práticas mais acentuadas em relação aos prazeres proporcionados pelo corpo.

É importante, portanto que aquele que ensina um adolescente saiba que os interesses pessoais estão em alta e as manifestações de insatisfação são muito comuns e assim amenizar os conflitos através da compreensão e tratamento adequados.

5) Discuta: o período da adolescência é igual para todas as sociedades? E para todos na sociedade? Como ela se encerra também?

R: Definitivamente o período onde se considera a adolescência é distinto dependendo das culturas instaladas. No ocidente o adolescente vive sua fase estudando e se preparando para a fase adulta. Com exceções de famílias que desde cedo acarretam no individuo neste período responsabilidades que o fazem entender a vida com mais comprometimento. E assim, se analisarmos a diversidade de situações, veremos que esta fase é maior ou menor dependendo de como os pais tratam o adolescente. Não são poucos os que fazem papel de mantenedores da casa juntamente com os pais e passam rapidamente ou até mesmo sem perceber, os conflitos dessa fase tão intensa. Em culturas indígenas não há adolescência, pois com rituais que provocam a coragem do jovem, é feito a transição para a fase adulta. Contudo, é a partir do momento em que o jovem assume responsabilidade sobre si mesmo e se sente preparado para iniciar uma nova geração é que se lança na idade adulta.

6) Aponte algumas das mudanças (pelo menos 3) que marcam o período da idade adulta (depois dos 20...). Quais as recomendações para facilitar o ensino-aprendizagem neste período?

R: A responsabilidade toma forma e contribui com a autonomia da pessoa na fase adulta, com exceções para alguns que não conseguem ou não querem deixar o conforto e os poucos compromissos do lar paterno. É o estágio da maturidade intelectual e poder de decisões mais importantes. É o período onde já se tem conhecimento acumulado e experiências que o ajudam a governar sua própria vida. Porém, se pouco exercitou a mente em estudos e aprendizados terá certa dificuldade em recuperar o tempo perdido, por exemplo, num curso de Educação para Jovens e Adultos. É importante então que o professor esteja consciente dessas dificuldades e introduza de forma simples e gradativa os conteúdos, tendo em vista que além dos problemas de aprendizagem há um desconforto em relação à idade.

7) Para a teoria histórico-cultural a linguagem é de fundamental importância. Defenda esta idéia com os principais argumentos desta teoria.

R: O sistema simbólico mais importante para a teoria histórico-cultural no sentido de aprendizagem é a linguagem. A comunicação exercida pelos pais com a criança destaca o conhecimento de uma forma de se expressar e a partir dela novas fontes de aprendizado são sugeridas. Como a língua é meio de se relacionar e parte do grupo em que se encontra a criança, este conhecimento é de forma interpessoal. Com o tempo, a criança se apropria deste conhecimento tornando-o intrapessoal. Sendo as teorias psicológicas histórico-culturais baseadas na mediação do aprendizado, se verifica a relevância da fala no processo de desenvolvimento. Pois nos relacionamentos dos indivíduos há sempre alguém ensinando através do diálogo, da conversa e intermediando novas informações continuamente.

8) A idade adulta é uma fase homogênea? Justifique falando de como pode ser subdividida.

R: A idade adulta não é homogênea, mas pode ser subdividida em três classes:

Jovem adulto, dos 20 aos 40 anos, onde a saúde física atinge seu máximo e depois decai. É onde também as decisões mais importantes da vida são tomadas.

Meia-idade, dos 40 a 65 anos, onde já há indícios de deterioração da saúde e com dúvidas sobre o sentido da vida pode ocorrer a crise de meia-idade. Mas em contrapartida se tem maior conteúdo de experiências para resolver problemas práticos.

Terceira-idade, de 65 anos em diante, onde a saúde depende muito do condicionamento físico e alimentação saudável. É um período de aceitação das limitações físicas e muitas vezes financeiras também, mas nem por isso deixa de ser um momento onde se pode viver com qualidade.

REFERÊNCIAS

SILVEIRA, Nicia L.D. da.; Psicologia Educacional: desenvolvimento e aprendizagem. Florianópolis. UFSC. 2011.

http://www.conteudo.org.br/index.php/conteudo/article/viewFile/31/29

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Tano Matemático

(23/04/11) DICAS PARA TAREFA 1 DE GEOMETRIA 3

ola colegas, seguem algumas dicas para tarefa de geometria 3:
1) A idéia é pensar na teoria de conjuntos...temos que encontrar um modelo para a seguinte situação: dois axiomas são satisfeitos e um não é. Por exemplo, vou dar um modelo onde o axioma 3 nao é satisfeito. Sejam dois conjuntos A = {a,b} conjunto de pontos, B = {{a,b}}conjunto de retas. Podemos perceber que o axioma um é satisfeito (temos dois pontos e uma unica reta passando por eles). O axioma 2 também é satisfeito (há pelo menos dois pontos distintos na reta). Mas o axioma 3 não é (não há um ponto em A que não esteja na reta em B). Logo o axioma 3 é independente dos outros. Agora é só bolar modelos parecidos para provar a independência dos outros dois.
2) Seja A a união das retas que passam por P e B o plano. Temos que mostrar que A = B. Lembre-se, nossa geometria é plana, não tem sentido o R3. Então a uniao das retas está contida no plano. Pegue um ponto do plano, se esse ponto é igual a P, então o plano esta contido na uniao, se o ponto é distinto de P, use o Axioma 1 e determine uma reta ligando P a esse ponto, logo o plano estará contido na uniao. E como a uniao está contida no plano, A = B.
3)i) Leia a definição de semiplano...verás que não é possível que o mesmo não seja convexo, ou seja, ele o é por sua definição...então suponha que existe um semiplano não convexo...a contradiçao virá imediatamente.
ii) Determine um segmento contido num semiplano. Se este segmento está contido na intersecção dos dois semiplanos, então ele está contido no outro semiplano. Logo, por estar CONTIDO na intersecção, a mesma é convexa.
iii) na ii) foi feito com 2 semiplanos, agora faça com n semiplanos...determine um segmento que está em cada um dos semiplanos...logo ele estará CONTIDO na intersecção deles. (é uma generalização de ii).
iv) quando se une semiplanos, o ponto A do segmento AB (por exemplo) pode estar em apenas um deles...logo nem sempre se tem na uniao um conjunto convexo.
4) quantos pontos determinam uma reta? 2! entao se vc tem um conjunto de pontos com 3 elementos, quantos subconjuntos de 2 elementos sao possiveis? 3!...e com 4 elementos? quantos subconjuntos de dois elementos?
5) há várias formas de gerar a definição...mas seria interessante olhar a videoaula do professor Cleverson e tirar suas conclusões...lá ele explica o que é estar à esquerda de, e inicia um modelo de definição.
6)i) podemos provar através de duas afirmaçoes:
1) Se D é um ponto interno de T, então D é ponto interno de dois angulos de T.
Use a definição de Ponto interno de um triângulo, logo D é ponto interno não só de dois, mas de três angulos.
2) Se D é ponto interno de dois angulos de T, então D é um ponto interno de T
Use a definição de ponto interno de um ângulo. Por hipótese, D é ponto interno de dois angulos. Com a definição verás que por ser ponto interno de dois, ele será ponto interno do outro, logo será ponto interno de T.
ii) Seja D qualquer ponto da intersecção dos 3 semiplanos...cada semiplano é determinado por uma reta e um ponto contido...Como D está na intersecção, entao D estará no mesmo lado dos pontos que estão contidos em cada semiplano. Logo T será a intersecçao dos semiplanos, porque D é qualquer ponto da intersecçao.
iii) Suponha que a união desses semiplanos não é o exterior de T. Então vai existir um ponto D tal que D nao está contido na uniao e que é ponto externo...logo chegarás numa contradição.
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Tano Matemático

(09/04/11) RESPOSTAS DOS CAPITULOS (1,2,3) PSICOLOGIA.

Isso já dá um bom resumo dos primeiros capítulos:

PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

Capítulos 1, 2, 3

Capítulo 1

1. Explicar o que diferencia o conhecimento científico de outras formas de conhecimento, como a religião, a filosofia, etc.?

R: Provas experimentais são requisitos indissociáveis no campo cientifico, pois a essência das novas descobertas está justamente no poder de constatá-las de maneira empírica, tornando-as fatos resolutos até que se mostre o contrário. Já os conhecimentos nas áreas “teóricas” e até mesmo nas culturas antigas se baseiam nas crenças de ancestrais, mitos e medos incorporados ao humano durante sua existência. Explicações subjetivas da vida são comuns através das idéias presentes nas religiões, filosofias e observações do cotidiano, mas é na ciência prática que se obtém os resultados mais próximos da realidade. Entretanto a importância das variadas concepções é inegável e abre caminho para que a psicologia busque entender o homem como ser que acredita, experimenta, prova e está longe de compreender tudo que o cerca e o que detém em si mesmo.

2. O que significa uma Psicologia científica: em que aspectos ela se diferencia da Psicologia pré-científica?

R: No momento em que o homem sentiu a necessidade de entender os aspectos referentes à sua própria existência, tais como o objetivo da vida, os processos embutidos na natureza, o fim com o advento da morte, deflagrou-se no cenário existencial a psicologia pré-científica. Baseada em filosofias aprimoradas principalmente pelos gregos, esta forma de buscar as respostas para as perguntas mais intrigantes se comportou como motivadora de novas descobertas em prol do desenvolvimento intelectual. Porém, é na psicologia científica que se alcança, através do teste de suas próprias hipóteses, as informações aproximadas do que se realmente quer saber. Portanto, os aspectos diferenciais entre a psicologia pré-científica e científica são encontrados na abordagem que as mesmas utilizam ou utilizaram e no respeito aos novos conhecimentos. Enquanto a primeira se ocupava com origens e destinos, a outra, especula as mudanças fisiológicas e variações emocionais que ocorrem no ser humano mediante técnicas aceitáveis no âmbito da ciência. A psicologia moderna faz parte da evolução e ajuda nos avanços do crescimento social e individual.

3. Explicar por que alguns autores preferem usar o termo Psicologias em vez de Psicologia ao se referir a esta área do conhecimento que estamos estudando?

R: Restringir a psicologia a uma ciência exclusivista, detentora das repostas em relação às fontes e consequências dos atos cometidos pelo humano é formatá-la como esclarecedora dos dilemas do convívio social. E isso não é verdade. Por isso mesmo, o termo “psicologias’ é coerente com os múltiplos pensamentos e intenções externadas na sociedade. Coloca o entendimento da alma como algo construído através dos tempos e dando a devida importância aos diversificados modos de enfrentar a vida. No entanto é imprescindível enfatizar que a psicologia cientifica tenta através de seus métodos associar os descobrimentos atuais ao que já se entende, demonstrando por si só, que as psicologias continuarão a evoluir, ajustando-se aos ambientes. A complexidade da consciência no homem é tão vasta que ultrapassa os limites do conhecimento místico ou cientifico.

4. Apontar a importância de Wundt para a Psicologia.

R: O olhar cientifico diante das manifestações psíquicas ao seu redor levaram Wilhelm Wundt (1832–1920) a estabelecer um marco histórico na maneira de se fazer psicologia. Com laboratório e experimentações inéditas levou o estudo da mente ao status de ciência melhor reconhecida. Distinguindo suas novas abordagens da filosofia e metafísica caracterizou mediante observações e foco nos dados imediatos da consciência, a psicologia como ferramenta indispensável no estudo dos elementos que compõem a razão e devaneios na alma humana. Seus trabalhos visando a compreensão dos processos mentais foram tão importantes que influenciariam a muitos e contribuíram indiscutivelmente no desenvolvimento da psicologia como a conhecemos hoje.

5. Entre as principais escolas psicológicas pode-se apontar: Estruturalismo, Funcionalismo, Behaviorismo, Gestalt e Psicanálise – caracterize cada uma delas apresentando seu(s) objeto(s), método(s) e principais contribuições.

R: A experimentação e métodos analíticos contribuíram para desassociar a psicologia das idéias e ocupações filosóficas em relação ao mundo natural e suas intrigantes questões. O Estruturalismo, atento à consciência e seus atributos buscava centralizar os estudos das emoções, sem se perder na amplitude do universo inatingível. Apesar de tardio (1880-1920), comparado as concepções metafísicas já iniciadas, essa escola estabeleceu a pedra fundamental para a construção de uma psicologia mais focada no humano e sua mente.

Já o Funcionalismo, influenciado principalmente pelas teorias de Charles Darwin, utilizou a comparação e observações com maior intensidade, tentando determinar o porquê das atitudes humanas. Avaliando comportamentos e adaptação buscou relacionar os hábitos e seus reais objetivos. Seu desenvolvimento se teve pela cooperação de muitas descobertas em outras áreas da ciência e assim contribuiu paro o entendimento de várias situações envolvendo indivíduos.

Também incentivado pelo darwinismo o Behaviorismo se inclinou ao modo de agir humano, pretendendo através de comparações, observações e experimentações geradoras de fenômenos relativos ao homem, contribuir nos processos de aprendizagem. John Broadus Watson (1878-1958) publicando em 1913 o Manifesto Behaviorista defendeu o comportamento como objeto a ser analisado e não a consciência.

Por outro lado a Gestalt se utilizou de todos os meios disponíveis para resolver os problemas propostos tendo como objeto a percepção globalizadora. A Física influenciou bastante na estrutura dessa escola psicológica que dava importância extrema às experiências anteriores em prol do aprendizado. O agrupamento humano também foi destaque em seus estudos, originando as dinâmicas de grupo.

E de grande destaque por seu impacto na sociedade como um todo temos a Psicanálise, na pessoa de Sigmund Freud. O estudo dos sonhos, fenômenos da consciência/inconsciência, doenças mentais e métodos anti-convencionais para a época contribuíram para a amenização de transtornos e ansiedades no individuo. Diferentes áreas da psicologia foram beneficiadas por suas descobertas e conceitos criados. É a escola mais lembrada por seus efeitos nos dias de hoje.

6. O texto dá algumas sugestões sobre as razões porque as escolas psicológicas desapareceram como sistemas fechados. Indique as possíveis causas.

R: O absolutismo é prejudicial em todas as áreas do conhecimento humano. Por estarmos em constante evolução não se pode pretender esgotar as veracidades existentes baseados em caprichos intelectuais ou quantidades um pouco mais elevadas de informações. As escolas psicológicas, detentoras de conhecimentos importantes se contrariavam, logo não se sustentariam como exclusivas diante de tantas descobertas fora de seus próprios muros. A psicologia como ciência que busca encontrar as motivações da alma e suas manifestações não pode prosseguir com tantos contra-sensos. O diálogo aberto e debate visando o melhoramento do bem estar mental do ser humano devem estar acima dos métodos criados pelo orgulho ou sentimento de poder. A psicologia evoluirá ainda mais a cada dia que passa, pois o homem não para de pensar.

REFERÊNCIAS

BOCK, Ana M. B.:FURTADO, O.;TEIXEIRA, M.L. Psicologias: uma introdução ao estudo de psicologia. São Paulo: Saraiva, 2000.

SILVEIRA, Nicia L.D. da.; Psicologia Educacional: desenvolvimento e aprendizagem. Florianópolis. UFSC. 2011.

Tarefa Obrigatória – Capítulo 2

1. O que pode ser entendido por educação: quais são suas funções? Quando e onde ela se dá?

R: Ao nascer o ser humano é introduzido naturalmente em um sistema estabelecido pelas gerações passadas, tendo como meio de adaptação os ensinamentos propostos ao longo do tempo pela sociedade vigente. A educação é o mecanismo que ajusta o individuo diante das descobertas mais recente e leis operantes na atualidade. Funciona como preparatória para os desafios do cotidiano, elevando os níveis de intelectualidade e argumentação perante as mais diversas idéias. Estando em toda parte, desde os primeiros cuidados da família até as mais avançadas faculdades, a educação é ferramenta indispensável no desenvolvimento das relações pessoais e consequentemente se mantém presente em todos os estágios da existência do homem.

2. Faça uma breve síntese da história da contribuição da Psicologia na Educação: a) em relação ao ocidente; b) em relação ao Brasil.

R: Com os avanços através da luta pela universalização da escola e o estabelecimento da psicologia no cenário social houve a necessidade de se prestar aos conhecimentos do estudo da alma nas pensadas melhorias na educação. Mas foi apenas em 1920 que se definiu de forma mais específica os objetivos a serem alcançados, utilizando-se da Psicologia Diferencial, da Aprendizagem e do Desenvolvimento nas formas de ensino, assimilando as mudanças profundas que ocorriam em todo o ocidente.

A demanda por trabalhadores incentivou o desenvolvimento das escolas e juntamente com isso a psicologia proporcionou contribuições valorosas no condicionamento das novas estruturas de emprego na Europa e Estados Unidos.

Já no Brasil, com Lourenço Filho (1897-1970), a Psicologia é introduzida nas questões educacionais e também influi grandemente nos aspectos de formação docente. A participação no currículo pedagógico ministrado ao candidato a professor fortaleceu o embasamento dos cursos e consolidou a importância da psicologia na nação brasileira.

3. Descreva algumas das esferas em que se podem identificar contribuições da Psicologia Educacional para formação do professor? Por que ela é considerada como uma disciplina-ponte?

R: A compreensão no que ocorre durante o processo de ensino, na transmissão do conhecimento e como a educação é recepcionada no indivíduo são fatores explicados pela psicologia, levando o professor à abertura de suas próprias convicções e deixando-se aprender também pelas experiências dos alunos. As diferentes reações na sala de aula promovem o cultivo de novos interesses, não restringindo o intelecto a sistemas fechados de aprendizagem. A Psicologia Educacional aumenta o poder de absorção, tratando de maneira mais humana os requisitos de ajustamento para uma sociedade tão diversificada em suas personalidades. É disciplina-ponte, pois interage com outras, agrega substancialmente opções e interliga os conhecimentos, formatando-os no sentido de uniformizá-los em beneficio de quem recebe as inéditas informações. Sendo assim, constrói teorias com bases cientificas na integração da pedagogia com os moldes de ensino/aprendizagem.

4. Qual a importância do vínculo e da relação professor-aluno para o ensino-aprendizagem?

R: A comunicação desobstruída entre professor e aluno é o ponto inicial para que uma educação de qualidade ocorra. Métodos mecânicos elaborados antes mesmo de se conhecer as identidades a serem ensinadas só distanciam o educador e abarrotam o educando de trabalhos muitas vezes inúteis. Procurar entender os aspectos culturais, sociais e intelectuais de cada um revelará novas formas de transmitir o que se pretende, abarcando não só as disciplinas correspondentes, mas um conhecimento legitimado das realidades presentes no ambiente escolar. Estar atento aos comportamentos e não somente julgá-los como ofensa à ordem ou adequação às leis, percebendo as múltiplas emoções externadas pelos alunos, fornecerá material valioso para novas atitudes e formas de ensinar. A escola é lugar de ensino/aprendizagem que só tem consistência quando as relações interpessoais são regadas pelo interesse mutuo.

5. Sobre o papel de professor como ele pode ser ensaiado? E qual a importância do professor como um coordenador de grupo?

R: A aceitação do papel a ser desenvolvido inicia com a própria idéia de atuar, mesmo desconhecendo os pormenores que existem em fazer o “personagem” proposto. O professor como ser que representa o símbolo da educação necessita de experiências que o tornem hábil diante dos inúmeros desafios em lecionar. Mesmo estando capacitado pelas ciências que lhe formaram um docente é preciso que o desempenhar de suas ações estejam carregadas pela sintonia com os alunos. O ensaio só tem sentido se houver resultados posteriores e no âmbito escolar isso se dá pelo contato diário com as pessoas envolvidas. Procurar aprender invés de apenas ensinar é o principio básico para que sua atuação corresponda aos interesses da comunidade. Sendo um coordenador de grupo, determinará através de seus movimentos o exemplo de responsabilidade, curiosidade e vontade de entender as questões da existência. Levará aos alunos a imagem fidedigna do valor que a educação tem e firmará não só um papel, mas parte integrante na vida de todos aqueles que lhe assistem.

6. Qual a influência do movimento da Escola Nova para a educação?

R: A Escola Nova no Brasil através de seus mentores, intelectuais de renome como Anísio Teixeira e Cecília Meireles, influenciou a educação nacional através de suas idéias preparadoras para o desenvolvimento acelerado que ocorria em torno de 1920. Eram esboçadas naquele momento as pretensões de tornar o ensino igualitário e fornecido pelo estado, diminuindo assim a desigualdade social. Com a publicação do Manifesto da Escola Nova em 1932 o movimento ganhou notoriedade, com a defesa da universalização da escola publica. É importante lembrar que essas ações já haviam começado na Europa bem antes e serviam de modelo para as inéditas investidas da psicologia no âmbito educacional. Por fim, a Escola Nova revelou outras abordagens diante das situações encontradas no processo de adaptação do humano em relação ao avanço tecnológico.

REFERÊNCIAS

SILVEIRA, Nicia L.D. da.; Psicologia Educacional: desenvolvimento e aprendizagem. Florianópolis. UFSC. 2011.

INTERNET: http://pt.wikipedia.org/wiki/Escola_Nova

Tarefa Obrigatória – Capítulo 3

1. Caracterize desenvolvimento e aprendizagem procurando comparar entre si estes fenômenos.

R: O ciclo da existência em suas fases desde o nascimento até a morte caracteriza o desenvolvimento físico, emocional e intelectual humano. O crescimento proporcionado pela vida estabelece o transcorrer dos períodos de forma natural e evolutiva. A aprendizagem ocorre durante esses momentos, mediante intervenções e experiências adquiridas pelo individuo no ambiente em que se encontra. Tudo que é dito, ensinado, expressado através de outro, se confirma como algo aprendido quando absorvido de maneira a capacitar a pessoa. Portanto a aprendizagem está totalmente relacionada com o desenvolvimento no sentido de se colocar diante do homem aquilo que ele pode receber na ocasião própria. Ensinar crianças sugere métodos diferenciados dos usados em adultos e assim por diante. Determinar o tempo oportuno do que se deve transmitir é fortificar os fenômenos (desenvolvimento e aprendizagem) em prol de uma educação qualificada.

2. Como você poderia defender a idéia de que: as intervenções de pais, professor, psicólogo, ou outros profissionais sobre a aprendizagem de uma pessoa não tenham consequências sobre seu desenvolvimento? E de que tenham estas conseqüências?

R: O desenvolvimento direcionado por carga genética ou hereditariedade se configura naturalmente, independente das influências exteriores. Porém, qualquer intervenção no processo de crescimento através de familiares ou educadores, por mínimo que seja, causará consequências na vida de uma pessoa. Fatos na infância podem ser a motivação de distúrbios na fase adulta. Acontecimentos do passado podem ser as respostas dos casos do presente. É importante, além de ensinar, analisar a forma que está se ensinando para que a metodologia aplicada não venha prejudicar invés de beneficiar. O ser humano se expressa segundo um conjunto de fatores que ocorrem em seu desenvolvimento enquanto aprende. Por isso é fundamental que as influências que recebe estejam comprometidas com seu bem estar.

3. Descreva o papel da herança genética e do meio ambiente sobre o desenvolvimento das características humanas como é entendido no estágio atual da ciência.

R: A herança genética está contida no humano, produzindo as diversificadas características que se observa no mundo. Mas apesar de gerada com o individuo, seus atributos se externam mediante o ambiente propício ou adequado. São as condições de vida, a sociedade vigente e sua cultura, que proporcionam o revelar do potencial do homem no seu habitat. Para que haja desenvolvimento utilizador de todas as capacidades dos genes é preciso que o local de aprendizagem esteja de acordo com as possibilidades sugeridas no código genético. As aptidões do homem são estimuladas pelas experiências que lhe ocorrem durante toda a sua vida e recebendo ele incentivo do próprio lugar que se encontra, terá sua evolução na medida ideal para a absorção e desempenho dos conhecimentos existentes.

4. O que pode ser entendido pela frase: herança genética não é destino? Discuta e dê exemplos.

R: Um conjunto de fatores interage no processo do desenvolvimento humano. Mesmo tendo uma herança genética que o predispõe, o individuo se adapta ao ambiente em que nasce buscando a sobrevivência através da absorção do lugar que está no sentido de aprender como lidar com as diversas situações que ocorrem nele. O destino da pessoa não está vinculado a sua hereditariedade, mas aos acontecimentos posteriores que o atingem em sua formação. Se olharmos para as diversas localidades do planeta, como os desertos escaldantes, as geleiras da Antártida, as florestas fechadas, nos admiramos ao constatar como o homem consegue se estabelecer em tais lugares e viver continuando o ciclo da vida. Também é de surpreender como uma personalidade pode ser moldada de modo prejudicial, tendo todos os dispositivos para uma aprendizagem sadia, por viver em lares opressivos ou ter educadores impositivos. Assim, torna-se importante frisar que o futuro de um ser está totalmente relacionado com o que ele aprende no presente e principalmente pela forma que entende o mundo.

5. Como o estudo do Desenvolvimento e da Aprendizagem pode ajudar ao professor na sua prática em sala de aula?

R: Como o estudo do desenvolvimento e aprendizagem se constitui fundamentalmente na observação, coletando dados de comportamento e alterações no ser humano, pode-se reverter em sala de aula os resultados obtidos através da pesquisa em ações que minimizem os males cometidos por investidas anteriores na educação. Fazendo comparações e até mesmo acompanhamento das reações demonstradas no decorrer do crescimento humano, a psicologia apresenta ferramentas para auxiliar o professor em sua árdua tarefa de ensinar com qualidade. É interessante lembrar que ninguém é igual e por isso cada educador terá suas próprias experiências diante de suas turmas. Mas, mediante as análises obtidas de uma forma geral, se deve aproveitar as semelhantes situações configuradas em momentos específicos para usufruir das possibilidades de resoluções sugeridas pelos estudos até aqui feitos. Estudos esses que ajudam a lidar com a diversidade, as emoções e a pluralidade de intenções contidas no âmbito escolar.

6. Por que os estudos psicológicos em laboratório podem ser importantes? Eles são suficientes como fontes de conhecimento para o professor? Discuta isto.

R: A psicologia como ciência que estuda a mente humana e suas implicações revela, através de resultados obtidos em laboratório, muitos indícios e conseqüências das influências acarretadas sobre o individuo. Seus estudos são importantes meios de se descobrir as motivações presentes no homem e indispensáveis instrumentos de diagnóstico para um tratamento mais adequado. Entretanto é apenas parte do conteúdo que um professor necessita ter. Saber as reais causas dos problemas ou conhecer alguns métodos de aplicação não produz essencialmente os resultados que se desejam. Na verdade, a suficiência não é alcançada em determinada fonte, nem em muitas. O educador assim como o aluno está em constate desenvolvimento e precisa estar aberto às novas experiências e sugestões tanto provindas da área psicológica como de quaisquer outras, desde que visem o melhor para a educação.

7. Dê exemplos de situações em que aparecem influências normativas – etárias, históricas e também, não normativas.

R: O momento da história em que o homem é inserido corrobora para que similitudes ocorram em vários indivíduos contemporâneos. Os fatos do presente operam nas mentes geradas no mesmo período, contribuindo para que a influência normativa aconteça, ou seja, atitudes generalizadas como veneração a um ídolo, revolta ao governo, medos e superstições se estabeleçam. As faixas etárias são estágios onde o poder de persuasão se firma de maneira expressiva. Tanto que hoje se entende que produtos e idéias devem ser classificados e inseridos na sociedade baseados na idade das pessoas para que tenham uma resposta satisfatória. Já as influências não normativas são contextualizadas de maneira singular na vida do ser humano, como por exemplo, a perda de um emprego, o fim de um romance, a morte de parentes e doenças adquiridas. São impactantes e modelam as concepções do mundo diante de episódios chocantes, de grande valor emocional. Por fim, percebemos que o ser humano age conforme o tempo em que é lançado na existência e se desenvolve de acordo com as influências determinadas por ordem superior e até mesmo pelos pequenos detalhes do cotidiano.

8. Descreva exemplos do cotidiano – comentários, situações, etc – que reflitam algumas das idéias sobre os processos de desenvolvimento e de aprendizagem.

R: Ao olharmos para os animais notamos as habilidades instintivas que se demonstram durante suas vidas. É no pulo do gato, no vôo do pássaro, no ataque do tubarão que se mostram alguns exemplos de desenvolvimento já contido nos genes. No homem percebemos situações semelhantes. Nos momentos de extrema emoção e reflexos agimos de maneira nunca antes treinada. Lembro-me quando jogávamos futebol num campo cercado por grades altas e arames farpados. Demorávamos quase meia hora para escalar, pular e chegar ao gramado. Um dia, o segurança do lugar veio atirando pro alto. Pulei aquela cerca em 5 segundos. Com isso penso que existem habilidades que precisam ser externadas através do trabalho psicológico educacional.

Um exemplo até debatido em outras disciplinas é que ninguém nasce professor. Somos ensinados a ensinar e esse processo não teria efeito se ficássemos apenas na repetição de informações. A aprendizagem depende do desenvolvimento e vice-versa, tendo como resultado, se aplicada de maneira ideal, a revelação do máximo potencial humano. Concluindo, conciliar os instintos com o conhecimento adquirido manterá a evolução em direção aos melhores meios de se viver.

REFERÊNCIAS

SILVEIRA, Nicia L.D. da.; Psicologia Educacional: desenvolvimento e aprendizagem. Florianópolis. UFSC. 2011.

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Tano Matemático